{"id":89,"date":"2019-08-26T16:46:40","date_gmt":"2019-08-26T19:46:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/abee\/?page_id=89"},"modified":"2022-06-09T11:50:10","modified_gmt":"2022-06-09T14:50:10","slug":"abee","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/?page_id=89","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria ABEE"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/public\/images\/eletrotecnica.png\" alt=\"\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"512\" data-id=\"728\" src=\"http:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-728\" srcset=\"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1.jpg 512w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-300x300.jpg 300w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-150x150.jpg 150w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-146x146.jpg 146w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-50x50.jpg 50w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-75x75.jpg 75w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-85x85.jpg 85w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-80x80.jpg 80w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-270x270.jpg 270w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-192x192.jpg 192w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-180x180.jpg 180w, https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/abee\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/cropped-ABEE-Logo-V1-32x32.jpg 32w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>A revista<strong>\u00a0ELETROT\u00c9CNICA DE Agosto de 1937 \u2013 No. 4 \u2013 Ano 2,<\/strong>\u00a0publicada por engenheiros do antigo Instituto Eletrot\u00e9cnico de Itajub\u00e1, hoje UNIFEI, traz na foto de capa e artigo de primeira p\u00e1gina \u201cA Eletrifica\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Central do Brasil\u201d, inaugurada no dia 10 de julho daquele ano.<br><br><strong>Na p\u00e1gina 128 publica com destaque, mat\u00e9ria sobre a funda\u00e7\u00e3o da ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE ENGENHEIROS ELETRICISTAS, cuja Diretoria e Conselho Diretor foram eleitos em Assembl\u00e9ia Geral realizada no dia 29 de junho.<\/strong><br><br>Entre os v\u00e1rios artigos t\u00e9cnicos, o da p\u00e1gina 131, \u201cA IND\u00daSTRIA EL\u00c9TRICA NO BRASIL\u201d,\u00a0<em>\u00e9 creditada \u00e0 eletricidade uma segunda revolu\u00e7\u00e3o industrial, mais profunda que a primeira, ocorrida no s\u00e9culo anterior. E complementa: \u201cN\u00e3o \u00e9 outra a opini\u00e3o do economista e soci\u00f3logo franc\u00eas Georges Valois, que afirma estar o mundo no umbral de uma nova idade \u2013 a da eletricidade\u201d. Tamb\u00e9m cita o americano John E. Rankin que diz que a eletricidade \u201cdeu \u00e0 humanidade uma ascend\u00eancia sobre as for\u00e7as da natureza nunca atingida anteriormente\u201d e que \u201cuma fase dessa transi\u00e7\u00e3o para a Idade da Energia se caracteriza pelo desenvolvimento da energia hidrel\u00e9trica.\u201d<\/em><br><br>Apesar da descoberta cient\u00edfica da eletricidade ter ocorrido no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, o seu emprego no Brasil s\u00f3 ocorreu na segunda metade do s\u00e9culo, com a inaugura\u00e7\u00e3o do tel\u00e9grafo el\u00e9trico (1852) e a primeira experi\u00eancia com um aparelho telef\u00f4nico (1878) no Rio de Janeiro; a primeira ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica em Campos-RJ (1883); a primeira hidrel\u00e9trica para fins industriais em Diamantina-MG (1883) e a primeira de uso p\u00fablico, a \u201cMarmelos Zero\u201d, em Juiz de Fora-MG (1889). Segundo consta, tamb\u00e9m os primeiros motores el\u00e9tricos instalados no Brasil, j\u00e1 no limiar do s\u00e9culo XX, o foram em Juiz de Fora, sendo um de 30 CV \u201cWestinghouse\u201d, na F\u00e1brica de Tecidos Bernardo Mascarenhas, e outro, de 20 CV, italiano, na empresa Pantaleone Arcuri &amp; Timpani. S\u00e3o dados que apontam para o pioneirismo de Minas Gerais na aplica\u00e7\u00e3o da eletricidade para fins industriais e na gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica, al\u00e9m de ter contribu\u00eddo de forma determinante para que se promovesse grandes transforma\u00e7\u00f5es e um extraordin\u00e1rio desenvolvimento de novos ramos e processos industriais.<br><br>Em todas as aplica\u00e7\u00f5es da eletricidade at\u00e9 ent\u00e3o, a energia el\u00e9trica era produzida em geradores de corrente cont\u00ednua, acionados quase todos por m\u00e1quinas a vapor, ou em pilhas, no caso dos tel\u00e9grafos e telefones. Por\u00e9m, o avan\u00e7o no consumo industrial da energia el\u00e9trica foi lento. Al\u00e9m do medo que ainda causava nas pessoas, pelo seu car\u00e1ter invis\u00edvel e por seus efeitos, tamb\u00e9m era dif\u00edcil convencer a muitos industriais que o pequeno motor el\u00e9trico substitu\u00eda com vantagem as barulhentas e fumegantes caldeiras e m\u00e1quinas a vapor. Portanto, n\u00e3o foi sem raz\u00e3o que o livro \u201cA Energia El\u00e9trica no Brasil \u2013 da primeira l\u00e2mpada \u00e0 Eletrobr\u00e1s\u201d cita que \u201cpara a expans\u00e3o da energia el\u00e9trica no pa\u00eds foi preciso vencer a natureza e convencer os homens\u201d.\u201d<br><br>Em meados da d\u00e9cada de 30, j\u00e1 havia no Brasil quase mil usinas de gera\u00e7\u00e3o de energia, sendo mais de 60% de hidrel\u00e9tricas. Mas, na sua maioria, cada uma com sua rede independente, sendo raras as interliga\u00e7\u00f5es entre sistemas, pois a primeira interliga\u00e7\u00e3o s\u00f3 surgiu em 1930 no interior do Estado do Rio.<br><br>Em 1935 surgia o primeiro computador, ainda eletromec\u00e2nico e de dimens\u00f5es enormes, e em 1937 registrou-se a primeira transmiss\u00e3o oficial de sinais de TV, na Alemanha e na Fran\u00e7a. S\u00f3 muitos anos depois surgiu o computador totalmente eletr\u00f4nico, ainda de grande porte, e o acesso \u00e0s imagens de TV no Brasil. Eletrodom\u00e9sticos tamb\u00e9m eram raros e importados, at\u00e9 mesmo o r\u00e1dio.<br><br>Foi sob este panorama que, em 29 de junho de 1937, um grupo de Engenheiros Eletricistas fundou, no Rio de Janeiro, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenheiros Eletricistas \u2013 ABEE Nacional, que foi a primeira associa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para engenheiros de uma determinada especialidade. O Brasil contava, ent\u00e3o, em torno de 1.300 MW, 100% nas m\u00e3os da iniciativa privada com aproximadamente 1500 empresas geradoras e distribuidoras de Energia El\u00e9trica em todo o pa\u00eds. A telefonia era quase inexistente e a comunica\u00e7\u00e3o era feita pela telegrafia.<br><br>Logo em seguida tivemos o in\u00edcio da 2\u00aa Guerra Mundial e tudo parou, at\u00e9 por volta de 1946, ano em que se instalou a primeira linha de transmiss\u00e3o de longa dist\u00e2ncia, interligando os sistemas de Rio e S\u00e3o Paulo. Pouco depois, em 1947, com a inven\u00e7\u00e3o do transistor, a Engenharia El\u00e9trica iniciou sua grande arrancada. Na d\u00e9cada de 50 come\u00e7aram a surgir as hidrel\u00e9tricas de grande porte, os eletrodom\u00e9sticos passaram a ser o grande sonho de consumo e j\u00e1 ao alcance de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria eletr\u00f4nica come\u00e7ou a se desenvolver para ser o que \u00e9 hoje, dif\u00edcil de enumerar e acompanhar os seus avan\u00e7os.<br><br>\u00c9 ineg\u00e1vel o impacto social da eletricidade desde suas primeiras e m\u00faltiplas aplica\u00e7\u00f5es. No entanto, pode-se dizer que o uso generalizado da eletricidade s\u00f3 ocorreu a partir da d\u00e9cada de 50, quando a presen\u00e7a da ABEE Nacional foi marcante, conforme importantes registros de sua hist\u00f3ria.<br><br>Vinte anos depois de fundada a ABEE Nacional, em 12 de setembro de 1956, foi criada a ABEE-SP, que nos seus 50 anos de exist\u00eancia tamb\u00e9m tem contribu\u00eddo largamente para o setor. A partir de ent\u00e3o, surgiram outros bra\u00e7os estaduais da ABEE.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Minas Gerais ocorreu uma iniciativa no passado, com a funda\u00e7\u00e3o da Sess\u00e3o Local da ABEE de Itajub\u00e1 no dia 11 de outubro de 1959, na abertura da V SEMANA DO ELETROT\u00c9CNICO promovida pelo Diret\u00f3rio Acad\u00eamico do antigo Instituto Eletrot\u00e9cnico de Itajub\u00e1. Este registro consta do programa daquele evento publicado no \u201cO D\u00cdNAMO\u201d de 30 de setembro de 1959, jornal este editado tamb\u00e9m pelo Diret\u00f3rio Acad\u00eamico do I.E.I. Desde ent\u00e3o n\u00e3o foram encontrados outros registros das atividades deste bra\u00e7o mineiro da ABEE.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Assembl\u00e9ia Geral realizada em 14 de dezembro de 2006, finalmente se oficializou a cria\u00e7\u00e3o da ABEE-MG, por iniciativa de um grupo de Engenheiros Eletricistas sens\u00edveis aos reclamos de tantos profissionais da \u00e1rea, que n\u00e3o contavam com um \u00f3rg\u00e3o espec\u00edfico de defesa da classe em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pouco tempo de trabalho, a ABEE-MG vem conseguindo ampliar o n\u00famero de associados, promover palestras, Semin\u00e1rios e Cursos para atualiza\u00e7\u00e3o profissional, assim como firmar parcerias, cumprindo seu principal objetivo de atuar na defesa, valoriza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dos profissionais da \u00e1rea da Engenharia El\u00e9trica de todas as suas modalidades \u2013 Eletrot\u00e9cnica, Telecomunica\u00e7\u00f5es, Computa\u00e7\u00e3o, Controle e Automa\u00e7\u00e3o e outras afins \u2013 visando a seguran\u00e7a e qualidade de vida da sociedade.&nbsp;<br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br>Resta-nos confiar no futuro, cujo sucesso depender\u00e1 n\u00e3o somente dos dirigentes da Associa\u00e7\u00e3o, mas de todo o seu quadro associativo, todos se mobilizando para uma participa\u00e7\u00e3o efetiva e respons\u00e1vel nos problemas e destinos do pa\u00eds, influindo diretamente no \u00e2mbito de sua forma\u00e7\u00e3o profissional, com consci\u00eancia \u00e9tica e social.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m vale ressaltar que, tendo o historiador Engo. Pedro Carlos da Silva Telles, em seu livro \u201cHist\u00f3ria da Engenharia no Brasil\u201d, citado o s\u00e9culo XX como \u201co s\u00e9culo da eletricidade\u201d, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que este, agora, \u00e9 \u201co s\u00e9culo da eletr\u00f4nica\u201d, pelo alto n\u00edvel e rapidez de seus avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, em especial nas \u00e1reas de automa\u00e7\u00e3o e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, pela sua grande influ\u00eancia em todos os aspectos da vida humana.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista\u00a0ELETROT\u00c9CNICA DE Agosto de 1937 \u2013 No. 4 \u2013 Ano 2,\u00a0publicada por engenheiros do antigo Instituto Eletrot\u00e9cnico de Itajub\u00e1, hoje UNIFEI, traz na foto de<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-89","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/89","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=89"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/89\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":735,"href":"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/89\/revisions\/735"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abee-mg.com.br\/abee\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=89"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}